terça-feira, 17 de janeiro de 2023

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO E SEUS DESDOBRAMENTOS


Não é nenhuma novidade no meio cristão que nossas orações não devem acontecer apenas quando nossas necessidades apertam ou quando o dia mal se abate sobre nossas vidas. É preciso cultivar o hábito da oração. E isso anda ficando bem difícil num mundo tão cheio de distrações. Redes sociais, streamings, jogos on-line e podcasts podem se tornar obstáculos difíceis se não forem usados com sabedoria.

Quando minha fé ainda oscilava ao sabor dos sentimentos e da meninice cristã, ouvi uma palavra muito interessante sobre a oração do Pai nosso. O ano eu não me lembro, só sei que era uma célula de uma igreja em São Luís da qual eu eu era membro. Falávamos sobre a dificuldade de permanecer por algum tempo em oração.

O mais comum para os novos na fé, é que a oração acabe assim que confessamos a Deus aquilo que nos aflige, ou assim que expressamos o desejo do nosso coração. E isso não dura mais que poucos minutos por mais que sejamos detalhistas.

Não é raro os jovens na fé tentarem imitar seus pastores ou irmãos mais maduros e começar a divagar em suas orações tentando não resumi-la a "Senhor, abençoa-me". Talvez com vergonha de dar a entender justamente isso, que é novo na fé ou às vezes só está tentando parecer espiritual.

Em Mateus 6:7-15, Jesus nos ensina a oração do Pai nosso e como devemos orar.

7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. 8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

O versículo 7 começa falando das vãs repetições, de que não é pela repetição da oração, como um mantra, que seremos ouvidos por Deus. E ainda diz que essas vãs repetições não fazem nenhum sentido já que Ele conhece nossas necessidades antes mesmo de pedirmos.

Em seguida, com os demais versículos, podemos fazer um momento maravilhoso de adoração a Deus, veja:

9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; 11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; 12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; 13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino,o poder e a glória para sempre. Amém]!

Em Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome: investimos alguns minutos adorando-O, dizendo o quanto O amamos.

Em venha o teu reino, declaramos o ardente desejo de que Ele faça de nós sua morada, o Seu reino em nós. De que Ele habite em nós e do nosso compromisso em manter a "casa arrumada" ou seja, que resistamos ao pecado e mantenhamos a nossa vida em santidade.

Em faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu, é nossa oportunidade de declararmos submissão à Sua vontade, reconhecer que todas as coisas, sejam terrenas ou celestiais, estão sujeitas à vontade e permissão de Deus.

Em o pão nosso de cada dia dá-nos hoje, é hora do cristão-pidão começar a falar. Comente com Deus os desejos do seu coração que Ele já conhece faz tempo mas nunca te ouviu confessá-los diante Dele em voz alta. Seja minucioso, entre nos detalhes. É bem nessa parte da oração que, de vez em quando, descobrimos que não precisamos daquilo que achávamos que queríamos ou então descobrimos que ainda não estamos prontos para obtê-lo.

Em perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores, é hora de confessarmos os nossos pecados a Deus. Muito mais para nós ouvirmos de nós mesmos a descrição minuciosa das coisas erradas que fizemos, do que falar a Deus, já que Este conhece a gravidade do que fizemos muito mais que nós. Além disso, é hora de refletir sobre como temos tratado o próximo e sobre como as vezes retivemos favor e provisão a quem poderíamos ter ajudado.

Em e não nos deixes cair em tentação, falamos para Deus das tentações e pecados que tem nos rondado. Tanto das que conseguimos resistir quanto das que parecem irresistíveis. Falamos para Deus o quanto precisamos Dele para fortalecer nossa fé e nossa força em resistir à tentação do mundo e seus prazeres mortais.

Em livra-nos do mal, pedimos que Deus nos proteja, que Ele esteja nos nossos negócios, estudos, relacionamentos, lazeres e demais aspectos da vida. E que nos ensine a consultá-Lo antes de tomar qualquer decisão nas nossas atividades cotidianas, para que alcancemos o êxito Dele em vez do nosso êxito mixuruca, curto, duvidoso e passageiro.

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; 15 se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

E finalmente, nos versículos 14 e 15, somos confrontados com a justiça de Deus. A imensidão do perdão não cabe em um coração empedrado, murcho e minúsculo. É preciso haver renovação da nossa mente, uma nova perspectiva acerca de nós mesmos e de nossa relação com o próximo. É preciso passar pela transformação, às vezes dolorosa, mas fundamental para vivermos eternamente na presença do maior amor das nossas vidas.

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