quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

MAIS TOLOS QUE BOIS E JUMENTOS


O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. (Isaías 1:3)

A FÉ MORTINHA DA SILVA

Nada como um bom hedonismo para matar a fé do próximo, não é mesmo?

Neste mundo moribundo que agoniza seus últimos séculos, nunca se falou tanto na busca incondicional pelo prazer quanto nas últimas décadas. E a loucura só cresce.

A QUEM O MUNDO DÁ OUVIDOS?

A régua do sucesso, que antes media a solidez de uma carreira ou o talento profissional, hoje depende muito mais do número de seguidores nas redes socias do que de qualquer outra coisa.

E seguindo essa onda que confunde fama com sucesso, pessoas com muitas toneladas de seguidores e poucos gramas de bom senso e de caráter estão "dando as cartas" da ética e da moralidade nas redes sociais.

Se isso fosse algo exclusivo do ambiente não protestante, não haveria "nada de novo no front". O problema é quando essas opiniões distorcidas chegam aos ouvidos de protestantes cujos corações ainda está cheios de paixões humanas.

Não há problema nenhum em admirar um cantor, um matemático, um ator, um dançarino, um filósofo, um culinarista, um historiador ou qualquer outra forma de expressão ou conhecimento humano. É até recomendável que você se inspire nos talentos de outras pessoas para aprimorar o seu. O problema é quando essa pessoa talentosa começa a opinar sobre questões que fogem daquilo que é o seu talento. 

RAYSSA LEAL E WHINDERSSON NUNES

Imagine, por exemplo, se a talentosíssima skatista Rayssa Leal, de 17 anos fizesse algumas postagens nas redes sociais dela sobre questões como criação de filhos, política e sobre saúde alimentar. É claro que ninguém, em sã consciência consideraria como válidas as opiniões de uma criança de 17 anos sobre assuntos que ela pouco domina.

Um outro exemplo é o Whindersson Nunes: um bom menino, mas um jovem com o coração machucado por aproveitadores que passaram (e talvez ainda estejam passando) por sua vida, com os mais diversos interesses. Lembro dele fazendo propaganda da Oi. É sério mesmo que um comediante é capaz de me convencer sobre qual a melhor alternativa quando o assunto é telefonia móvel, internet e serviço de TV a cabo? 

Mesmo que ele não estivesse sendo pago e estivesse falando sobre sua experiência pessoal positiva com a Oi, isso não seria suficiente para a minha tomada de decisão, quanto mais uma "publi" - legítima como fonte de renda para ele, mas sem efeito para mim, já que ele não detém o conhecimento e a competência necessárias para opinar nesse assunto.

O problema é que isso acontece o tempo todo com outras celebridades. Pessoas com pouca ou nenhuma formação ou competência técnica para tratar de determinados assuntos usam as redes sociais para influenciar pessoas nos mais diversos comportamentos e consumos.

E VOCÊ, CRENTE. A QUEM TEM DADO OUVIDOS?

E no meio dos influenciáveis há cristãos cujas mentes estão divididas entre a inerrante Palavra de Deus e a errantíssima trajetória de pessoas com os mais diversos vícios e falhas de caráter.

Portanto é extraordinário saber que a visão do profeta Isaías não se referia apenas aos homens daquele tempo, mas a um atributo do homem, a uma tendência inerente de perder rapidamente o foco naquilo que é importante.

Viva em paz com o seu tempo, admire as pessoas e seus talentos, mas mantenha os seus ouvidos atentos ao Senhor e Sua Palavra. O "Ide" a que Jesus se refere em Marcos 16:15, significa que o nosso papel é sermos os maiores influenciadores deste mundo.

Leia a Bíblia.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

AVAREZA E PERSEGUIÇÃO - AS ARMAS DO DIABO

Recentemente eu fiz um comentário no Instagram na postagem de um crente muito instruído e com o dom da palavra. Ele fazia o react do post de uma moça que colocava na ponta do lápis o custo da sua prática religiosa na macumba. 

O valor chegava a quinhentos reais mensais.

E na postagem, o crente ponderava que a média das ofertas nas igrejas protestantes giram em torno dos 70 reais. No entanto são justamente as igrejas protestantes as mais atacadas quando os dízimos e ofertas, ainda um tabu para muitos frequentadores de igrejas protestantes, são mencionados dentro da igreja.

Os dízimos e ofertas são uma oportunidade de cooperar com a obra de Deus. Deveria apenas ser mais um momento de alegria e empolgação por poder participar de algo tão importante quanto alcançar vidas que passam por algum tipo de tragédia - seja material ou espiritual.

No entanto, esse assunto vira pauta de jornais e postagens nas redes sociais falando dos mercadores da fé que usam esse recurso para viverem como reis, aproveitando-se da fé e da obediência dos irmãos para enriquecer de forma fraudulenta, lançando campanhas atrás de campanhas para extorquir o dinheiro das pessoas com promessas falsas que não encontram respaldo no Evangelho, só na ganância dos ladrões por trás de falsos púlpitos.

Se você sair da sua casa para entregar comida, vestuário ou artigos de higiene, certamente você vai gastar com transporte e embalagens. No mínimo.

Com as igrejas protestantes não é diferente. Os custos também existem e precisam ser geridos de uma forma meticulosa. Afinal trata-se de um recurso que foi confiado a uma igreja para a obra de Deus. E isso é muito mais sério do que os recursos de uma empresa, por exemplo, cuja gestão fraudulenta não tem repercussões eternas. No máximo, uma temporada na prisão.

Mas o mais curioso foi o seguinte:

Respondendo a minha postagem, um rapaz disse o seguinte: "ninguém persegue vcs, meu querido. Ninguém, absolutamente ninguém!"

Essa é uma afirmação de uma pessoa que não sabe nada sobre os cristãos verdadeiros e sobre o que se passa no Brasil e no mundo.

São relatos de pessoas açoitadas, mortas, torturadas, violentadas, presas ou mutiladas que não aparecem nos jornais. São missionários que são extraditados, outros que trabalham clandestinamente, que nunca pregam no mesmo lugar duas vezes, que vivem em um país estrangeiro escondidos das autoridades locais como bandidos simplesmente por amor à obra do Senhor.

Essa, portanto é a faceta mais escancarada da verdadeira religião cristã. Não falo das religiões que usam o nome santo de Jesus para justificar suas heresias - não. Falo das igrejas que, pela pura graça de Deus, conseguem fazer um trabalho extraordinário com recursos limitadíssimos.

Igrejas que, se não fosse pelos muitos milagres de Deus em multiplicar o dinheiro e a levantar benfeitores e colaboradores e todo tipo de ajuda extra, desde um barqueiro que decidiu não cobrar a travessia de um rio, até um grande empresário que foi usado por Deus para custear a passagem de uma família inteira que seria morta se não viesse imediatamente para o Brasil, onde a intolerância aos crentes pelo menos é velada.

Eu, pela graça de Deus, sirvo numa igreja verdadeira, que como toda igreja tem suas lutas internas e limitações, mas que prega um evangelho verdadeiro e é missionária de verdade.

Peço ao meu Senhor, o Deus da Bíblia que sustente a minha igreja no Seu caminho e me permita servir a Deus cada vez mais por meio dessa igreja onde até a palavra dura tem o doce sabor de salvação.

Louvado seja o nome do Senhor.